Comunidade Americana do Cazaquistão Pede à Academia Para Desqualificação de Borat: Fita de Cinema Seguinte

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Foto de Pedro SousaPostado por Pedro Sousa em 16/11/2020 19:18:08

Em 2006, quando o primeiro filme de Sacha Baron Cohen veio à luz, o país natal do repórter Borat baniu o longa. Contudo, depois de alguns anos, o banimento caiu e foi possível assistir ao filme sem dores de cabeça. Porém, não foi apenas isso que o Cazaquistão fez, a frase de efeito repetida pelo repórter, "Very nice!" foi incorporada pelo turismo governo para chamar ainda mais a atenção dos turistas. 

Todavia, após um hiato de quase 2 décadas Borat está de volta, a sequência do primeiro filme foi lançada em 27 de outubro na plataforma da Amazon. E, como não poderia deixar de ser, causou um grande alarde na maior parte dos seguimentos. Isso não é novidade considerando a filmografia de Cohen

 

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Um grupo, porém, mais que os outros se sentiu profundamente atingido, trata-se da Associação Americana do Cazaquistão. Essa pediu que a Academia, responsável pelo Oscar, o Globo de Ouro, Directors Guild of America Awards, e o BAFTA Film Awards, banissem o mais novo filme do 2º maior repórter do glorioso Cazaquistão.  

A associação, que possui sua base na Virgínia, é dedicada a preservar e promover a cultura do Cazaquistão nos EUA. Aquela atacou Cohen por adotar um cazaque como personagem nonsense para seus 2 filmes em questão.   

A carta enviada a todas as entidades listadas acima contém a assinatura da Hollywood Film Academy (HFA) e do Conselho sobre Relações Islâmico‑Americanas. Naquela há acusações de "whitewashing, esteriótipos étnicos, racismo, apropriação cultural e xenofobia". 

Na carta ainda se lê: "A comunidade do Cazaquistão é mundialmente subrepresentada e inerentemente vulnerável. Nossa nação continua se recuperando de um passado colonial opressor, que é o motivo de não termos representação substancial na mídia. Sacha Baron Cohen entende esse fato e expõe os cazaques sequestrando a nossa identidade étnica, whitewashing a nós, representado-nos como europeus ocidentais, e incitando mundialmente o assédio com as pessoas do Cazaquistão". 

A carta ainda propõe que, como uma possível solução a todos esses problemas, Cohen poderia, assim como fez no filme "O Ditador", ter criado um país falso. Isso evitaria o retrato dos cazaque como um povo "misógino, incestuoso, anti-semita e bárbaro".  

A Amazon, empresa dona da plataforma na qual se encontra o filme, não respondeu às acusações da carta. Já Cohen disse, em uma entrevista ao the New York Times, no dia 26 de outubro, que: "esse filme é uma comédia, e o Cazaquistão no filme não possui nenhuma relação com o país real. Eu escolhi o Cazaquistão, pois é um lugar que quase ninguém nos EUA sabem qualquer coisa sobre, o que nos permite criar um mundo fantasioso e engraçado. O verdadeiro Cazaquistão é um país lindo com uma sociedade moderna e orgulhosa". 

A matéria sobre Borat: Fita de Cinema Seguinte, foi primeiro publicada pela Variety

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