DestinE: o destino simulado da Terra

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Foto de Lukas AraújoPostado por Lukas Araújo em 25/02/2021 23:49:13

A União Europeia, como parte de um enorme investimento em infraestrutura digital e supercomputação, anunciou a criação de uma Terra digital  no início do ano. O Destination Earth, ou DestinE, obterá uma quantidade sem precedentes de dados em tempo real de sensores climáticos, atmosféricos, meteorológicos e comportamentais para construir um modelo de alta precisão do planeta.

 

O desafio

 

A quantidade de processamento, à qual o modelo digital visa, vai muito além da infraestrutura de supercomputação atual. Esse modelo requer computação no nível de “Exascale computing”, ou seja, requer um supercomputador capaz de fazer um exaFLOPS de operações por segundo. Atualmente, nenhuma máquina sequer chegou perto de atingir o objetivo. Em comparação, o atual supercomputador que lidera o ranque TOP500, Fugaku, tem 0,044% da capacidade necessária. Os EUA e a China tinham a liderança na corrida para alcançar a computação em “Exascale”, mas a UE, em 18 de setembro de 2020, anunciou um investimento de € 8 bilhões para construir a próxima geração de supercomputadores, montados no âmbito da European High Performance Computing Joint Undertaking.

 

O objetivo

 

O objetivo da iniciativa é desenvolver um modelo digital de altíssima precisão da Terra para monitorar e simular a atividade natural e humana, e desenvolver e testar cenários que permitam um desenvolvimento mais sustentável e apoiem as políticas ambientais europeias. Espera-se que este modelo digital dê aos líderes da UE poder para avaliar como as mudanças climáticas impactarão a sociedade e, ao mesmo tempo, visualizar como as decisões que tomamos como sociedade podem alterar a trajetória das mudanças climáticas.

Para os cientistas do clima, o investimento da UE oferece uma forma de utilizar dados climáticos subutilizados. "Já coletamos grandes quantidades de dados, mas a maioria é jogada fora porque o clima e os modelos computacionais existentes não são poderosos o suficiente para digeri-los", disse Björn Stevens, diretor do Instituto Max Planck de Meteorologia.

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