Engenheiros alcançaram a velocidade de 178 terabits por segundo de internet

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Foto de Lukas AraújoPostado por Lukas Araújo em 22/08/2020 13:09:12

Uma equipe de engenheiros da UCL, liderada pela Dra. Lidia Galdino (UCL Electronic & Electrical Engineering), atingiu um novo recorde de velocidade para transmissão de dados pela Internet. Em conjunto a duas empresas, Xtera e KDDI Research, o grupo de pesquisa atingiu uma taxa de transmissão de dados de 178 terabits por segundo (178 milhões de megabits por segundo). Nessa velocidade, seria possível baixar toda a biblioteca de conteúdo da Netflix em menos de um segundo.

O recorde, que é o dobro da capacidade de qualquer sistema implantado atualmente no mundo, foi alcançado pela transmissão de dados através de uma gama muito mais ampla de cores de luz, ou comprimentos de onda, do que normalmente é usado em fibra óptica. A infraestrutura atual usa uma largura de banda de espectro limitada de 4.5THz, com sistemas de largura de banda comercial de 9THz entrando no mercado, enquanto os pesquisadores usaram uma largura de banda de 16,8THz. Para conseguir isso, os pesquisadores combinaram diferentes tecnologias de amplificador necessárias para aumentar a potência do sinal nesta largura de banda mais ampla. E maximizar a velocidade pelo desenvolvimento de novas constelações de Forma Geométrica, manipulando as propriedades de cada comprimento de onda individual. A conquista é descrita em um novo artigo na IEEE Photonics Technology Letters.


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(Foto de  James Tye, UCL. Dra. Lidia Galdino em seu laboratório)


“Embora as atuais interconexões de data center em nuvem de última geração sejam capazes de transportar até 35 terabits por segundo, estamos trabalhando com novas tecnologias que utilizam a infraestrutura existente eficientemente, fazendo melhor uso da largura de banda da fibra óptica e permitindo uma taxa de transmissão recorde mundial de 178 terabits por segundo”, disse Lidia Galdino, pesquisadora-chefe do estudo.

O benefício da técnica é que ela pode ser implantada em uma infraestrutura já existente de maneira econômica, atualizando os amplificadores que estão localizados nas rotas de fibra óptica em intervalos de 40100 km. (Atualizar um amplificador custaria £16.000, enquanto a instalação de novas fibras ópticas pode, em áreas urbanas, custar até £450.000 o quilômetro.)

Para ter uma ideia melhor da magnitude desse marco alcançado, levaria menos de uma hora para baixar os dados que compuseram a primeira imagem mundial de um buraco negro (que, devido ao seu tamanho, teve que ser armazenado em meia tonelada de discos rígidos e transportado por avião). E a velocidade está próxima do limite teórico de transmissão de dados estabelecido pelo matemático americano Claude Shannon em 1949.


Imagem de capa de PawinG por Pixabay.

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