Referências no Excel: Tudo o Que Você Sempre Quis Saber, Mas Nunca Teve Para Quem Perguntar PT1

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Foto de Pedro SousaPostado por Pedro Sousa em 26/07/2020 10:47:16

Introdução

Não é nenhuma novidade que cada vez mais o pacote office, da empresa Microsoft, se torna um enorme diferencial em nossas vidas. De planejar aquela tão sonhada viagem à Disney até organizar as compras do mês, ele nos auxilia. Contudo, sua complexidade é diretamente proporcional aos múltiplos usos que podemos lhe atribuir. Dessa forma, hoje trataremos de um assunto muito útil e importante na hora de realizarmos cálculos e digitarmos funções: as referências. Quando bem usadas, essa ferramente proporciona agilidade e facilidade para nós, mas quando mal pensada, gera-nos, porém, extremada dor de cabeça. Logo, tentaremos, ao final do post, nos alocarmos no primeiro grupo, não no segundo! Mas, como nem tudo são flores, precisaremos de dois textos para entendermos bem como funciona essa ferramenta, assim, veremos, nessa primeira parte, as referências relativas, na próxima, finalizaremos com as referências absolutas e mistas.


Fórmulas Estáticas

Quando digitamos uma fórmula qualquer, independentemente da célula, podemos usar para os nossos cálculos: números ou referências. Quando se usa os primeiros, obtém-se uma fórmula estática.


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Repare na barra de fórmulas, mesmo que se copie e cole aquela célula em qualquer parte da planilha, o resultado será sempre o mesmo: 145. Isso é uma fórmula estática, os valores, e principalmente o resultado, não se altera. Essa forma de trabalhar pode ser útil quando estamos lidando com problemas mais simples, entretanto, quando tomamos situações mais complexas essa abordagem pode não ser a mais indicada. É nesse momento que entramos com as referências.


Referências Relativas

Tome a seguinte tabela abaixo

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É bem claro que para calcularmos o valor desses itens precisaremos de uma fórmula. Essa será: a quantidade de itens comprados X o seu preço. Uma forma de fazer é digitando em cada célula o preço e a quantidade, ou seja, usando a fórmula estática que vimos na imagem anterior. Conquanto, outra forma de fazermos esse procedimento é usando os valores das células como referência. Assim, digitaremos a fórmula em uma única célula e poderemos aplicá-la em todas as outras.

Vejamos esse palavrório, na prática:


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Note, em vez de usarmos os valores das células usamos as células, elas mesmas, para gerarmos a fórmula. Assim, toda vez que alterarmos algum valor naquelas o Excel será inteligente o bastante para corrigir o valor e torná-lo correto. Uma segunda praticidade desse método é que será possível arrastar essa fórmula para todas as células abaixo. Assim, não teremos que preencher mais nenhum valor, apenas arrastar a alça de preenchimento para baixo:


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A alça de preenchimento, se você estiver se perguntando, é essa coisa verde com um quadrado na ponta que está ao redor da célula G9, caso você tenha puxado-a até a aparte de baixo da tabela, terá obtido esse resultado acima. O erro que temos na tela não é despropositado. Esse é um erro muito comum. Sendo honesto, caro leitor, não é um erro.

O que o programa está nos dizendo é que o número dentro da célula é grande demais para ser apresentado, porém, podemos consertá-lo dando um duplo clique naquela linha apontada pela seta na imagem. Quando se faz isso, o Excel, automaticamente, se ajusta aos valores dentro da coluna. Obteremos algo assim:


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Nesse momento, repare, em ambas as imagens, que a alça de preenchimento está em células distintas, e a fórmula que se apresenta na barra de fórmulas é diferente em cada uma. A isso damos o nome de: referência relativa. O nome é bem explicativo, temos uma referência diferente em cada célula, nesse caso em específico funciona, afinal, construímos nossa tabela para que esse modo de referência funciona-se. De acordo com que mudamos o valor da célula em que a fórmula toma como referência, também, o resultado apresentado. Isso porque nós mudamos o cálculo feito pelo programa.


Entendendo o Cálculo Das Referências

Como vimos, as referências das células dependem de onde a fórmula se encontra. Não é muito difícil prever como isso será calculado pelo Excel: se tomarmos como referência a nossa tabela de compras, veremos que a cada vez que puxamos a alça de preenchimento uma linha para baixo, a fórmula acrescenta "1" em relação à linha anterior.

Se colarmos a fórmula na coluna da frente, o programa fará a mesma coisa, mas tendo como referência a coluna, não a linha. O padrão é bastante perceptível: quando colamos essa fórmula em qualquer parte da planilha, o Excel calculará quantas linhas e colunas foram andadas em relação à fórmula original. Como último exemplo desse longo texto, veja a seguinte tabela:


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A fórmula que está em I7, foi copiada de G3. Façamos o seguinte cálculo:

Coluna -> de G para I temos 2 letras, logo a coluna em que o Excel irá buscar o primeiro valor dessa fórmula estará 2 colunas a frente. Se você se lembrar da fórmula que há em G3, o nosso primeiro parâmetro é E4, assim, quando colada em I, a coluna em que o parâmetro será buscado será a G. A mesma lógica será usada para o segundo parâmetro, tomamos a coluna que ele tinha como referência, F, e acrescemos mais 2. Uma vez feito esse cálculo, obteremos a coluna H.

Linha -> Nesse exemplo fomos da linha 4 para a 7, ou seja, temos 3 números somados. Assim, somamos mais 3 aos nossos parâmetros da fórmula. Por esse motivo vemos que a linha está sendo buscada é linha 7 e não 4. Pois, acrescemos ao parâmetro mais 3. Nesse exemplo fica mais fácil de visualizar, pois, todos os parâmetros estão na mesma linha.


Problema com as Referências Relativas

Faça o seguinte teste, para comprovar o que foi dito, em vez de "1" na célula F6, coloque o número que desejar. O total será alterado, o mesmo se estende a todas as outras células de nossa tabela. As referências são excelentes por causa dessa agilidade e facilidade que nos proporcionam. Há alguns poréns, contudo.

Vamos tentar resolver a seguinte tabela:


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Se construirmos essa tabela e tentarmos calcular a gratificação para funcionário, não conseguiremos. Repare que quando preenchemos a célula do primeiro funcionário e arrastamos a fórmula para baixo, é como se ele não estivesse fazendo nada com os outros números. Na prática, o Excel está pegando o valor total dos itens, multiplicando por 0 e, depois, somando com o valor dos itens. Ou seja, ele está fazendo algo com os valores, apenas não é o que queremos. Isso ocorre, pois, estamos usando a referência relativa à célula H3.

Essa referência está variando de acordo com o preenchimento das células abaixo. Na construção dessa tabela não queremos uma referência que varie, que mude de acordo com a célula que se encontra, estamos diante de um caso onde necessitaremos de algo absoluto, que permaneça o mesmo, ainda que se modifique a célula em que se encontra. É necessária uma referência: absoluta. Mas a isso trataremos em outro momento, agora nos atentaremos apenas às relativas.


Considerações Finais

Bom, pessoal, das referências relativas temos isso a explorar. No próximo capítulo adentraremos no reino das referências absolutas, onde aprenderemos como resolver aquela tabela com a gratificação. Espero que tenham aprendido algo.

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