Referências no Excel: Tudo o Que Você Sempre Quis Saber, Mas Nunca Teve Para Quem Perguntar PT2

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Foto de Pedro SousaPostado por Pedro Sousa em 26/07/2020 13:16:34

Introdução

Nessa segunda parte sobre referências no Excel, partiremos já do problema que identificamos em relação às referências relativas. Faremos da mesma forma que fizemos no último post, faremos alguns exemplos e tentaremos entender a lógica por trás das referências absolutas e mistas. Assim, sem mais delongas, mãos a obra.


Diagnosticando o Problema

É bastante perceptível que as referências relativas, mesmo não sendo uma boa prática, nos ajudam muito em nosso preenchimento de fórmulas e tabelas. Percebemos, entretanto, que há certos momentos em que ela não nos é útil, mesmo sendo extremamente rápida em seu preenchimento e conseguindo ler os dados de várias células.

O exemplo que usamos para demonstrar a necessidade de algo mais robusto em nosso projeto foi essa tabela:

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Não conseguimos obter, com as referências relativas à H2 os números que gostaríamos, o motivo de tal fato ocorrer já foi, por nós, explicado. E é desse ponto que partiremos.


Referências Absolutas

Como no caso acima, temos, em certos momentos, um valor fixo em nossa fórmula, um parâmetro que não pode mudar, não pode ser relativo. A esse parâmetro precisamos sempre do mesmo número, do mesmo valor. Esse valor é: absoluto em nossa fórmula.

Entretanto, se todas às vezes que preenchemos a nossa barra de fórmula em uma célula, arrastamos ou copiamos essa fórmula para outra célula as referências mudam, como poderemos fazer? Será que precisaremos digitar mais uma vez?

Bom, a resposta é: não. Não será preciso digitar nada novamente. Iremos, aprender, nesse momento, a fazer o travamento de uma célula. Vejamos nossa tabela acima. O valor que queremos travar é a porcentagem de 2% que cada funcionário receberá sobre o valor de itens vendidos. Para tanto vamos avisar ao programa que não queremos que esse valor mude.

Há duas formas de fazermos isso, a primeira é digitar a fórmula e colocar o símbolo de $ antes do que se tratar, esse passo ficará mais claro na imagem, e outra é quando nós selecionamos a célula na fórmula e pressionamos F4. De ambas as formas a célula será travada. Na prática a fórmula fica assim:


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Veja na imagem acima que fizemos uma parte do procedimento como havíamos feito no preenchimento das referências relativas: na célula F4 digitamos a nossa fórmula, mas ao invés de apenas digitarmos e arrastarmos a alça de preenchimento para as células imediatamente abaixo, acrescentou-se o $ antes da Coluna H e da linha 3. É nessa célula que temos o nosso valor invariável.

Uma vez que se tenha feito isso, temos as células abaixo obedecendo a seguintes ordem: o primeiro e o último parâmetro, da fórmula o valor vendido por cada funcionário, sendo variável para cada linha e um valor que não se altera, a saber: a gratificação que cada funcionário receberá.

Com isso, garantimos em nossa planilha que os valores estarão certos e não precisaremos reescrever nada. Afinal, caso se altere os valores de venda dos funcionários o programa calculará o valor correto, e se se alterar o valor da gratificação precisaremos mudar apenas uma célula e, automaticamente, todos os valores serão recalculados.

Referências mistas

É possível, no Excel, travar não só a célula, mas a linha ou uma coluna inteira. Podemos ter, como será o caso abaixo, valores diferentes na mesma coluna, em linhas diferentes, porém. Sendo dessa forma o procedimento que adotaremos será o de: referências mistas. Ou seja, podemos manter a linha como uma referência relativa e a coluna como uma referência absoluta. Vejamos como se passa esse fato:


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O valor circulado na barra de fórmulas está com o $ apenas antes da letra H, ou seja, nessa fórmula apenas aquela coluna é uma referência absoluta. O que estamos apontando para o programa é que não importa aonde vá essa fórmula, o valor desse parâmetro sempre virá da daquela coluna.

Porém, quanto às linhas, não é a mesma situação. Note, não há marcação alguma antes do número 7. Ora, estamos dizendo, então, que o valor da linha dessa fórmula é relativa, que esse parâmetro é relativo. Passando em vista, nossa coluna, enquanto parâmetro, está travada, é absoluta; nossa linha, enquanto parâmetro, é relativa, logo, não está travada.

É a junção dessas duas situações que chamamos de: referência mista.


Erro #VALOR!

Não, não foi despropositado que esse erro surgiu para nós. Esse é um dos erros mais comuns de ocorrer quando usamos referências e ele se presta, nessa situação a uma dupla necessidade:

1) Provar que a linha é relativa, pois a fórmula está tentando multiplicar um número por uma letra, o que não é possível. Isso demonstra que nosso preenchimento está se mantendo na coluna, mas variando nas linhas.


2) A explicação desse erro pode ser encontrada naquele sinal de "!" que está em laranja ao lado da caixa célula. Contudo, explicaremos o que aquela mensagem significa. Quando possuímos aquele retorno, o Excel está nos dizendo que não consegue executar a fórmula, haja vista que um dos parâmetros não está de acordo com o que ele está esperando receber.

Nesse caso, nossa planilha deveria multiplicar dois números, não um número e uma letra. Logo, todas às vezes que recebermos esse erro, devemos procurar qual parâmetro está errado em nossa fórmula, em qual célula se encontra o erro.


Considerações Finais

Bom, pessoal, espero que agora vocês sejam capazes de usar melhor suas referências mistas, absolutas e relativas. Não é muito complicado, apenas se exige um pouco de prática, uma vez alcançada essa, não se terá mais nenhum problema.

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