Scarlett Johansson Processa Disney Por Lançamento Híbrido de Viúva Negra

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Foto de Pedro SousaPostado por Pedro Sousa em 29/07/2021 17:21:26

A decisão da Disney de lançar "Viúva Negra" no Disney+ e nos cinemas, simultaneamente, foi a ignição de uma batalha legal com Scarlett Johansson, a renomada atriz de Hollywood, e principal nome do longa. 

Em um processo aberto nesta quinta-feira (29), no Tribunal Superior de Los Angeles, os advogados da atriz alegam que o contrato da estrela foi violado quando o estúdio optou por não estrear o filme exclusivamente nos cinemas, uma atitude que eles afirmam ter diminuído as vendas de ingressos para o spinoff de "Vingadores".

Grande parte da remuneração de Johansson estava ligada ao desempenho das bilheteria do novo filme. Um exemplo, seriam os múltiplos bônus que ela ganharia caso certas metas fossem alcançadas. 

A Disney induziu intencionalmente a violação do contrato da Marvel, sem justificativa, a fim de evitar que a Sra. Johansson percebesse todos os benefícios de sua barganha com a Marvel, lê-se no processo.

A Disney anunciou em março que “Viúva Negra”, entre vários de seus filmes de 2021, iria estrear simultaneamente no serviço de streaming do estúdio, por um preço premium de $ 30 dólares, R$69,99 aqui no Brasil, e nas grandes telas, caso a indústria do cinema continuasse a se recuperasse da crise causada pela COVID-19 .

Em 9 de julho, o novo lançamento dos estúdios Marvel atingiu o recorde de bilheteria da era da pandemia, tendo faturado $ 80 milhões de dólares, apenas, na América do Norte e arrecadou mais 78 milhões adicionais no exterior. A essas cifras se juntam, também, os $ 60 milhões de dólares que o longa rendeu à empresa por conta dos lançamento do filme na plataforma Disney+.

As vendas de ingressos caíram drasticamente nas semanas subsequentes, como sempre ocorre com todos os blockbusters, e atualmente estão estimadas em 319 milhões de dólares arrecadados globalmente, colocando “Viúva Negra” no caminho certo para se tornar um dos filmes da Marvel de menor bilheteria de todos os tempos. Não por culpa da qualidade do longa, mas da conjuntura em que estamos. 

A Disney optou por aplacar os investidores de Wall Street e aumentar seus resultados financeiros, em vez de permitir que sua subsidiária Marvel cumprisse o acordo. Para surpresa de ninguém, a violação do acordo pela Disney atraiu com sucesso milhões de fãs dos cinemas para seu serviço de streaming Disney+. - é possível ler no processo engendrado hoje (29)

O Wall Street Journal, que deu a notícia do processo, relata que fontes próximas a Johansson estimam que a decisão de lançar o filme simultaneamente no streamng resultou em 50 milhões de dólares de bônus que não foram recebidos pela atriz. 

O processo legal, de Johansson, surge no momento em que novos paradigmas de distribuição, e a pandemia de COVID-19 estão remodelando a forma como os atores da lista A de Hollywood são pagos por seu trabalho.

Muitos atores importantes incluem participação nos lucros das vendas de ingressos como parte de seus contratos. Mas o surgimento de serviços de streaming, como a Netflix, removeu essas formas de compensação. Além disso, a decisão dos estúdios mais tradicionais, como Warner Bros. e Disney, de lançar filmes em seus próprios serviços de assinatura mudou ainda mais essas formas antigas de fazer negócios.

Quando a Warner Bros. optou por enviar toda a sua lista de filmes para a HBO Max, percebendo que os cinemas operavam apenas com capacidade limitada durante grande parte do ano, o estúdio teve de pagar dezenas de milhões de dólares às estrelas desses filmes.

Isso resultou em atores como Will Smith, Denzel Washington e Keanu Reeves ganhando sua participação nas vendas de forma integral em tdos os filmes que a Warner Bros. lançou em seu novo serviço. Se for bem-sucedido, o processo de Johansson pode encorajar mais atores a buscar compensação adicional por filmes que migraram para serviços de streaming e pode levar os agentes a incluir uma linguagem mais rígida nos contratos em relação à compensação se um lançamento exclusivo no cinema for comprometido ou contornado.

A equipe jurídica de Johansson disse que os representantes da atriz temiam que o longa fosse estrear no Disney+ antes mesmo da pandemia da COVID-19 tomar proporções bíblicas.

Como parte do processo, eles compartilharam e-mails do grupo de gestão da estrela que pediu ao estúdio para garantir que o filme estrearia exclusivamente nos cinemas. Em resposta, o Conselheiro-Chefe da Marvel, Dave Galluzzi, prometeu um lançamento tradicional, acrescentando, ainda:

Entendemos que se o plano mudar, precisaremos discutir isso com você e chegar a um acordo, pois o negócio é baseado em uma série de (enormes) bônus de bilheteria.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Variety

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